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Endividamento familiar do brasileiro cai em agosto
O endividamento familiar caiu pelo terceiro mês consecutivo em agosto e chegou a 62,5%. Em julho, o porcentual era de 63,5%. Os dados são da Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).
Mesmo menor que os dois meses anteriores, o porcentual é superior ao registrado em agosto do ano passado, de 59,1%. Na pesquisa são contabilizadas as famílias que afirmam ter dívidas entre cheques pré-datados, cartões de crédito, empréstimo pessoal, carnês de loja, prestações de carro e seguros.
Segundo a pesquisa, 24,4% das famílias acabariam o mês de agosto com dívidas em atraso. Em 2010, o número era de 23,7% em julho e 24,7% em agosto. O período médio de atraso na quitação de dívidas é de 57,5 dias ante 59,9 apurados no ano passado. O tempo médio de comprometimento é de 6,9 meses e a parcela média da renda comprometida é de 30%.
A melhora da percepção em relação à capacidade de pagamento, de acordo com a Peic, confirma que o reflexo negativo – a elevação de famílias endividadas - ocorre em ritmo moderado, compatível com a desaceleração gradual da economia brasileira. Também conforme a pesquisa, a tendência de alta da inadimplência deve continuar devido a fatores como as condições menos favoráveis do crédito e o menor dinamismo do mercado de trabalho, comparado a 2010. Diminui o poder de compra em SP
Em pesquisa realizada pelo banco suíço UBS, analisando o custo de vida de 73 cidades do mundo, o poder de compra dos habitantes de São Paulo e do Rio de Janeiro apresentou queda nos últimos cinco anos, mesmo com o aumento dos salários.
O real valorizado, a inflação e o aquecimento da economia nacional podem ser justificativas para que o custo de vida nas duas cidades brasileiras tenham elevado. Há cinco anos, esse valor equivalia a pouco mais da metade do da cidade de Nova York, hoje, em São Paulo equivale a 69% e no Rio de Janeiro a 74% do da cidade americana. Em São Paulo, ignorando o valor de aluguel, o custo de vida é praticamente igual ao nova-iorquino, representa 97%, de acordo com a pesquisa.
O custo de vida é medido pelo banco suíço a partir de uma cesta com 122 produtos e serviços variados: moradia, alimentação, transporte público e privado (que inclui manutenção de veículos), roupas, itens domésticos, corte de cabelo e outros. Os valores são ajustados conforme a inflação, o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) e as taxas de câmbio. Os cálculos formam o relatório “Preços e Salários”.
Quanto ao nível dos salários, entre 2006 e 2011 em São Paulo, passou de 24% para 39% do nível nova-iorquino. No Rio de Janeiro, o mesmo número foi de 19% para 34%. Ainda assim, o avanço não impediu que as duas metrópoles brasileiras diminuíssem no ranking do poder de compra doméstico do banco UBS. Juros do cheque especial atingem novo recorde
De acordo com a Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac), os juros do cheque especial são os maiores desde 2005, é o novo recorde. A pesquisa mostra que a taxa média dessa modalidade de crédito chegou a 8,27% ao mês, 159,48% ao ano.
Entre junho e julho, o aumento da taxa mensal do cheque especial foi de 0,17%. A alta acompanhou a tendência geral da escalada dos juros, tanto para consumidores quanto para empresas, segundo a Anefac.
A Associação analisou seis linhas de crédito ao consumidor: crediário, crédito direto ao consumidor (CDC) oferecido por bancos, empréstimo pessoal em bancos, empréstimo pessoal em financeiras, cheque especial e cartão de crédito. Desses, apenas a última modalidade se manteve estável, todas as outras tiveram aumento. Cartão de crédito: um em cada três brasileiros paga só o mínimo da fatura
Segundo pesquisa da Comissão Nacional de Educação Financeira, um em cada três brasileiros paga somente o mínimo da fatura mensal do cartão de crédito, mesmo tendo que enfrentar juros altíssimos. Essa ainda é a modalidade mais cara do mercado.
A análise consultou 1.809 pessoas em seis capitais brasileiras e revelou que a maioria da população deixa de pagar a parcela total do cartão quando a situação financeira complica. O levantamento também revelou que, para os entrevistados, investir é sinônimo de comprar carro, casa, eletrodomésticos, roupas e afins.
De acordo com pesquisa da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (ANEFAC), os juros do cartão de crédito em junho chegaram a quase 240% ao ano. O resultado desse dado exemplificado seria o
seguinte: se o consumidor tinha uma dívida de R$ 1.000 no rotativo há um ano, teria agora que pagar R$ 3.400.
O estudo revelou também que quatro em cada dez brasileiros (44%) pediram dinheiro emprestado este ano; três em dez (31%) poupam pensando na aposentadoria e quatro em dez (40%) admitem usar a poupança mais como conta-corrente do que como investimento. Quanto aos juros, quase metade da população (47%) prefere parcelar suas compras em um número maior de vezes, em geral sem perceber que há juros mais altos embutidos.
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