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Aumenta o volume de cheques sem fundos nas compras em supermercado

Entre julho e agosto, o número de cheques sem fundos emitidos para pagar alimentos em supermercados cresceu 78%. O levantamento foi feito pela TeleCheque (empresa especializada em análise de crédito em pagamentos com cheque) e comparou o mesmo período do ano passado.

A pesquisa indica um alerta à economia brasileira. José Antônio Praxedes, presidente da TeleCheque, declarou: “quando o consumidor tem dificuldade para honrar o cheque das compras mensais com alimentação, é sinal de que a economia pode estar em situação pior do que aparenta”.

Atualmente, 18% dos cheques devolvidos são destinados a despesas com alimentação, há um ano esse número era de 10,1% - crescimento de 78%. O que preocupa desses dados é que se trata de um item de primeira necessidade, o alimento.

Praxedes completou, “se a pessoa deixou de cobrir o cheque do supermercado, assumindo o risco de perder o crédito – e, portanto, comprometendo a alimentação do próximo mês –, é porque sua situação financeira já está muito comprometida”.

De acordo com a TeleCheque, os principais motivos para essa piora são a alta de preço dos alimentos e o grande comprometimento do orçamento familiar com empréstimos e financiamentos. Entre todos os cheques devolvidos, 35% são de 50 a 200 reais, tradicional faixa das despesas com alimentação.

Empréstimo pessoal e cheque especial permanecem com juros altos

Segundo pesquisa da Fundação Procon-SP, a taxa média do empréstimo pessoal teve queda inexpressiva em setembro, depois de dois meses de crescimento. A taxa do cheque especial, no entanto, apresentou pequena alta.

Para empréstimo pessoal, a taxa média dos bancos consultados em setembro é de 5,86% ao mês, 0,01% menor que a taxa de agosto (5,87%). Somente o banco Bradesco teve alta, de 6,34% para 6,37% ao mês.

Já o cheque especial apresentou taxa média de 9,57% ao mês nos bancos consultados, 0,01% superior ao mês de agosto (9,56%). De acordo com o Procon-SP, a única alteração aconteceu no Bradesco, que subiu de 8,91% para 8,95% ao mês a taxa do cheque especial. Os outros bancos mantiveram as taxas dessa modalidade de crédito.

O Procon-Sp pesquisou as taxas de juros dos bancos: Bradesco, Itaú, Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, HSBC, Santander e Safra.

Preço de alimentos sobe e puxa inflação


De acordo com o Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S), a variação nos valores dos alimentos evoluiu de 0,80% para 1,76% entre a quarta quadrissemana de agosto e a primeira quadrissemana de setembro, impulsionada pela aceleração de preços e deflação mais fraca em frutas (de 7,47% para 13,77%) e em hortaliças e legumes (de -4,15% para -1,49%).

Além de Alimentos, quatro classes de despesa também mostraram taxa de inflação mais forte no mesmo período: Vestuário (de -0,33% para 0,70%), Transportes (de 0,11% para 0,16%), Habitação (de 0,38% para 0,39%) e Educação, Leitura e Recreação (de 0,19% para 0,25%). No entanto, houve queda de preços em Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,46% para 0,42%) e em Despesas Diversas (de -0,04% para -0,10%).

Entre os itens pesquisados no índice, as principais altas de preço foram em limão (121,20%), aluguel tipo residencial (0,86%) e leite tipo longa vida (3,28%). Já as mais significativas quedas de preço foram em batata-inglesa (-13,66%), alho (-11,65%) e sardinha fresca (-15,40%).

Brasileiro utiliza mais cartão de débito do que dinheiro em pequenas compras

Segundo pesquisa realizada pela Visa, o cartão de débito já é o principal meio de pagamento em compras pequenas. Para bens e serviços de 51 a 100 reais, 66% dos brasileiros usam cartão de débito, 51% costumam usar dinheiro, 21% utilizam o cartão de crédito e apenas 1% paga com cheque.

Na faixa entre 101 e 200 reais, de acordo com o estudo, o pagamento com cartão de crédito cresceu, 36% dos entrevistados afirmaram utilizá-lo. O uso de dinheiro correspondeu a 33%, de cartão de débito a 57% e de cheque a 3%.

Nas compras até 50 reais, o brasileiro continua dando preferência ao dinheiro. Para pagamentos de até 10 reais, 95% afirmaram usar dinheiro – geralmente para serviços básicos como transporte público. Nessas compras, 24% utilizaram o cartão de débito. Para valores tão baixos, os estabelecimentos costumam não aceitar cartões de crédito nem cheques. Entre 11 e 50 reais, o dinheiro também foi o mais usado, com 78% das respostas. O cartão de débito subiu para 50%.

A Visa ouviu 2.000 brasileiros nessa pesquisa. Os porcentuais somam mais de 100% porque era possível responder com mais de uma forma de pagamento a entrevista sobre cada faixa de valor.


 
   

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