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Dia das Crianças faz aumentar cheques sem fundo


A falta de planejamento no orçamento deixou mais uma vez a sua marca. O Dia das Crianças, uma das datas com maior consumo no país, registrou um aumento no volume de cheques devolvidos. Os números abaixo valem de alerta para a data que se aproxima, o Natal. 

Segundo o indicador da Serasa Experian de Cheques Sem Fundo, 1,92% dos cheques compensados foram devolvidos. Este volume ficou 0,10% acima do registrado em setembro.  Em outubro, pelas contas da instituição, retornaram 1,6 milhão de cheques, de um total de 84,58 milhões que foram compensados.

Em setembro, estes números eram de 1,50 milhão e 82,64 milhões, respectivamente.
Já os dados do acumulado de 2011 mostram que houve 1,92% de devolução nos dez primeiros meses deste ano.
Fonte: InfoMoney

De olho no endividamento

O momento é de cautela. Apesar de estarmos em uma situação menos turbulenta, em comparação ao que acompanhamos diariamente na economia mundial, não podemos nos descuidar de nossa saúde financeira. 
 
Segundo o ex-diretor do Banco Central e atual chefe da Divisão Econômica da Confederação Nacional do Comércio, Carlos Thadeu de Freitas, apesar de não haver a famosa ‘bolha’ de crédito no país, ele faz um alerta para que as famílias fiquem de olhos bem abertos quando o assunto for endividamento. 
 
Segundo ele, os bancos ganham uma fortuna ao emprestar dinheiro aos clientes. “Basta emprestar um pouquinho que ganha uma fortuna, porque as taxas de juros são muito elevadas”.
 
O economista também alerta para o risco de o crédito das famílias crescerem mais que a renda. “O crescimento econômico está diminuindo, mas temos certo percentual de crescimento que permite honrar as dívidas. E completa: “não temos à vista nenhum problema de bolha de crédito, mas [o setor] tem que ser olhado com lupa constantemente porque, se estourar, é um problema muito grave. Hoje há uma propensão maior para se endividar”.
Fonte: site R7
 

 

2012: Ano Internacional do Cooperativismo

“A ONU declarou
Que coisa linda
2012 o ano das cooperativas
A Revolução Industrial iluminou
Conduzindo a organização (em união)...”
- Trecho do Samba do Cooperativismo*
 
Toda crise gera oportunidades. A 64ª Sessão da Assembléia Geral das Nações Unidas (ONU) estabeleceu 2012 como o Ano Internacional das Cooperativas. Na esteira da crise financeira deflagrada em 2008 e que até hoje abala as principais economias globais, surge uma grande oportunidade para a disseminação e consolidação dos princípios que norteiam a atividade cooperativista em todo o mundo.

No Brasil, é um impulso a mais para termos, finalmente aprovados projetos de lei que há anos tramitam no Congresso Nacional, no sentido de estabelecermos um ambiente legislativo e regulatório favorável ao crescimento e desenvolvimento desta atividade econômica, cunhada pela responsabilidade social. 
 
Em Nova York, pude acompanhar “in loco” o lançamento oficial sob o tema: Empresas Cooperativas Constroem um Mundo Melhor, junto com o presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Márcio Lopes de Freitas. É um acontecimento que merece ser comemorado, mas que também aumenta a nossa responsabilidade, assim como dos países membros da ONU e das entidades representativas como própria OCB, a OCESP, além das frentes parlamentares como a Frencoop Nacional, para disseminarmos suas vantagens: 
 
– Enaltecer a importância do cooperativismo na redução de pobreza e na inclusão social;
– Mostrar “cases” de sucesso, como o das cooperativas agrícolas brasileiras, uma das principais forças motrizes da nossa economia;
- Encorajar governos a adotarem marcos regulatórios e políticas públicas favoráveis ao desenvolvimento das cooperativas;
- Estimular a proliferação de cooperativas como um modelo socioeconômico alternativo. 
 
Desta maneira, a ONU de maneira definitiva, destaca a contribuição das cooperativas para o desenvolvimento socioeconômico, reconhecendo seu trabalho para a redução da pobreza, geração de emprego e integração social, por oferecerem um modelo de negócio que contribui para o desenvolvimento socioeconômico dos cooperados e das comunidades onde atuam.
 
O cooperativismo teve origem na Inglaterra, em 1844, por iniciativa de operários da cidade de Rochdale, que prejudicados pelo novo modelo industrial – em que as máquinas substituíram o trabalho artesanal e algumas atividades - procuraram outras formas de garantir o sustento de suas famílias. Desde então, o cooperativismo cresceu e as normas definidas por aqueles tecelões passaram a nortear as ações das cooperativas em todo o mundo. 
 
Atualmente o cooperativismo está presente em mais de 100 países e soma mais de 800 milhões de cooperados, além de ser responsável por cerca de 100 milhões de postos de trabalho em todo globo. No Brasil já são mais de 6.650 cooperativas, com mais de 9 milhões de cooperados, onde destacam-se os ramos agropecuário, de crédito e de trabalho. 
 
Em São Paulo, as comemorações do Ano Internacional do Cooperativismo tiveram inicio na Câmara Municipal, durante a solenidade organizada pelo Vereador Claudio Fonseca (PPS-SP), em que o presidente da Organização das Cooperativas do Estado de São Paulo (Ocesp), Edivaldo Del Grande, recebeu o título de Cidadão Paulistano. 
 
Destaco ainda que a União das Escolas de Samba Paulistanas (Uesp), entidade que reúne 68 agremiações carnavalescas, lançou o tema e o logotipo oficiais do Carnaval 2012. A entidade homenageia o setor com o lema “Cooperativismo dá Samba!” * (clique e confira o samba).
 
Em meio às festividades, não podemos esquecer que a luta em prol do cooperativismo continua. Cooperado da Credicoonai e, mesmo tendo conseguido vitórias importantes, como a aprovação da Lei Estadual do Cooperativismo, da Lei do Cooperativismo de Crédito e da inserção das cooperativas no Programa Minha Casa, Minha Vida, destaco os desafios que ainda estão por vir:
 
- Aprovação do Projeto de Lei 4622/04 que trata da regulamentação do cooperativismo de trabalho e se encontra na pauta de votação da Câmara dos Deputados; 
- Revertido o Decreto Nº 55.938/2010 do Governo Estadual, que restringia a participação de cooperativas em licitações públicas, devemos buscar modificar outros decretos semelhantes;
- Aprovarmos o novo texto do Ato Cooperativo.
 
Diante da minha experiência consigo estabelecer vínculos entre os princípios que norteiam o cooperativismo com a necessidade de repensarmos um novo modelo de economia que desejamos para as próximas décadas, tais como: a adesão voluntária e livre, o interesse pela comunidade, a autonomia e independência, a educação, formação e informação, a gestão democrática, a participação econômica dos membros, a intercooperação, além, é claro, da responsabilidade social. 
 
Aprovar um marco regulatório capaz evitar a bitributação e contemplar as especificidades dos diferentes ramos cooperativismo significa “um divisor de águas”, um impulsiono para o crescimento do setor em todo País, contribuindo assim, para um desenvolvimento com distribuição de renda, mais justo, base para edificar uma grande Nação. 
 
Deputado Arnaldo Jardim (PPS-SP) – Diretor da Frencoop – Frente Parlamentar pelo Cooperativismo.
 

Cooperativismo de crédito, um modelo diferente


O presidente do Sicoob Central SC, Rui Schneider da Silva, encaminhou à mídia e aos veículos de comunicação das cooperativas brasileiras artigo sobre o Dia Internacional do Cooperativismo de Crédito, comemorado dia 20 de outubro. Confira.
 
Uma ideia simples e ao mesmo tempo revolucionária: guardar dinheiro e emprestar uns aos outros, sem o objetivo de lucro. Esta é a essência das cooperativas de crédito, uma ideia que se espalhou por mais de 100 países com a adesão de 231 milhões de associados. Em alguns países são a principal instituição financeira. Desde 1948, o Dia Internacional do Cooperativismo de Crédito é comemorado na terceira quinta-feira de outubro. Neste ano, o tema para a celebração é: “As cooperativas de crédito constroem um mundo melhor”. Parece apenas mais um slogan publicitário, mas não é.
 
No mundo são mais de 113 mil cooperativas e 5 mil bancos cooperativos. O Brasil possui 1,3 mil cooperativas e 5 milhões de associados. Elas ocupam hoje o 7º lugar no ranking de depósitos das instituições financeiras. São mais de 50 mil funcionários em 4.500 pontos de atendimento. E crescem cada vez mais à medida que mais brasileiros conhecem e se associam. O Sicoob – Sistema das Cooperativas de Crédito do Brasil é o maior no ramo, com 2 milhões de sócios. Em Santa Catarina, possui a segunda maior rede de atendimento, com agências em 70% dos municípios.
 
Numa cooperativa de crédito, o associado é ao mesmo tempo cliente e dono, pois o resultado é dividido proporcionalmente à participação de cada um. Assim, pode praticar tarifas e taxas melhores do que outras instituições financeiras. O órgão máximo de decisão é a assembleia geral, onde cada sócio tem direito a um voto. Ou seja, as decisões são coletivas e o gerenciamento é feito por um Conselho de Administração, sob a fiscalização do Conselho Fiscal – ambos eleitos em assembleia. 
 
As cooperativas de crédito oferecem os mesmos serviços de um banco, mas de um jeito diferente. Compartilham os resultados com os associados e reciclam seus recursos nas comunidades onde atuam, promovendo o desenvolvimento local. Um modelo eficiente e diferente, que constrói um mundo melhor.
 
Fonte: Sicoob Central SC - Assessoria de Imprensa. 
 

 
   

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