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Cartão Mastercard é novo filão para cooperativas de crédito

As cooperativas de crédito estão incentivando seus cooperados a habilitarem cartões de crédito. Uma parceria entre o Bancoob (Banco Cooperativo do Brasil) e a bandeira Mastercard, firmada em 2006, tem incrementado os negócios dos cartões que levam a marca Sicoobcard Mastercard.

Somente em 2007, os associados de cooperativas de crédito movimentaram R$ 41 milhões nos cartões Mastercard. As cooperativas paulistas filiadas ao Sicoob Central Cecresp (Central das Cooperativas de Crédito do Estado de São Paulo) responderam por 25% desta movimentação, ou R$ 10 milhões, só na função crédito.

No total, as cooperativas paulistas emitiram quase 51 mil cartões desta bandeira, o que representa 70% da base dos cartões de crédito Mastercard emitidos por cooperativas vinculadas ao Bancoob em todo o Brasil, em 2007. O crescimento expressivo foi puxado pela Coopmil, a maior cooperativa de crédito do Estado, com 57 mil cooperados, todos vinculados à polícia militar e segurança do Estado de São Paulo. Os cartões com a marca Sicoob fazem parte da estratégia da Coopmil de investir na fidelização de seus cooperados. Segundo o presidente da Coopmil, Capitão da Reserva da PM Hélio Lourenço Camilli, "este novo serviço vem agregar mais uma opção ao amplo leque já oferecido pela cooperativa. Com juros baixos, isenção de anuidade nos 12 primeiros meses e disponibilidade de dois limites de crédito (um para compras à vista e outro para compras parceladas), os cooperados são os maiores beneficiados. Este é o principal critério da Coopmil na promoção de novos serviços: o bem-estar do quadro de associados".

O interesse nos cartões de crédito também pode ser verificado pelo aumento das habilitações nas cooperativas paulistas: no final de 2007, 14.987 cartões Sicoobcard Martercard estavam em uso pelos associados pelos associados das cooperativas paulistas vinculadas ao Sicoob Central Cecresp.

"Para 2008, esperamos crescer em 30% o número de cartões habilitados e também incentivar mais cooperativas a oferecerem o plástico a seus cooperados", explica Manoel Messias da Silva, presidente do Sicoob Central Cecresp.

Fonte: Site: Sebrae SP - Seção: Notícias - 05/03/2008

Cooperativas de crédito paulistas crescem 54% em quatro anos

Um balanço dos últimos quatro anos das 193 cooperativas de crédito filiadas à Central das Cooperativas de Crédito do Estado de São Paulo (Sicoob Central Cecresp) mostra um crescimento de 54% da Central: em 2007, elas fecharam o patrimônio líquido em R$ 793 milhões; enquanto, em 2004, acumularam R$ 513 milhões em PL. Em 2006, o patrimônio ficou em R$ 697 milhões.

Outros dados também comprovam o fortalecimento das cooperativas, caso das operações de crédito. No ano passado, elas somaram R$ 753 milhões, um crescimento de 55,25% em relação a 2004, quando atingiram o valor de R$ 485 milhões. Em ativos, as cooperativas totalizaram R$ 1,1 bilhão no ano passado, enquanto em 2004 alcançaram a marca de R$ 716 milhões, um aumento de 57,14%. Em depósitos, o montante foi de R$ 251 milhões, um aumento de 63% em relação a 2004, quando a quantia alcançada foi de R$ 154 milhões. "O volume em depósitos mostra que as cooperativas não têm apenas a função para empréstimos, como a maioria imagina. O seu forte é oferecer linhas de aplicação com rendimentos em torno de 90 a 95% do CDI", explica o presidente da Central, Manoel Messias da Silva.

E o crescimento das cooperativas não se deu apenas em termos de faturamentos e valores. Houve uma crescente adesão de pessoas ao cooperativismo de crédito das filiadas da Central. Em 2004, eram 246 mil associados. No ano passado, passavam de 300 mil. Ao mesmo tempo, o número de cooperativas se manteve estável.

As sobras, que vinham aumentando desde 2004, na comparação entre 2007 e 2006, apresentaram uma queda. "Porém, vemos como um fator positivo, porque menos sobras significam que os juros foram praticados de forma mais justa. Afinal, no cooperativismo de crédito, o juro só deve remunerar o capital emprestado para que não se desvalorize e para que não haja sobra excessiva, já que o cooperativismo não visa o lucro", explica Messias.

"Com esses dados, percebemos que as pessoas estão mais confiantes no sistema cooperativo e enxergam nele uma forma mais rentável do que as instituições financeiras tradicionais", analisa o presidente da Central.

Fonte: Site: Sebrae SP - Seção: Notícias - 03/03/2008

Seis por meia dúzia

Foi um engodo para o consumidor ver a CPMF ser substituída pela cobrança de 0,38% do Imposto sobre as Operações Financeiras (IOF). A perda de uma vantagem fez o governo impor uma medida tributária sem avaliar os impactos para todos os envolvidos. O desconto nas operações de crédito foi mantido; só que com outro nome.

Com a medida, o governo perdeu a oportunidade de dar um tratamento diferenciado para o sistema cooperativista de crédito, conforme prevê a Constituição Federal. Afinal, as cooperativas precisaram se preparar nos últimos anos para enfrentar a concorrência com os bancos, a maioria deles formada por grandes conglomerados estrangeiros. A situação se agravou em 2007, com a queda acentuada da taxa básica de juros (Selic) e pelo maior incentivo ao crédito consignado. Estes dois fatores reduziram a competitividade das cooperativas, na mesma proporção em que beneficiaram as instituições financeiras.

Diante deste cenário, a leitura que se faz das novas medidas tributárias, anunciadas no início de janeiro, é que o governo poderia ter excluído as cooperativas de crédito da cobrança do IOF, tendo em vista que já foi garantida, a estes empreendimentos, a alíquota zero de IOF na base do fato gerador. Ou ainda poderia ter mantido a não-incidência para empréstimos até R$ 5 mil, porque isto alcançaria grande parte das operações de crédito realizadas pelas cooperativas.

Nunca é demais lembrar: o sistema cooperativista privilegia a cobrança justa de juros e visa a distribuição da renda, não a concentração na mão de poucos banqueiros. O dinheiro que circula entre os cooperados estimula os negócios locais. Não é um dinheiro que alimenta o lucro e vai para as sedes dos bancos no exterior. Não podemos nos esquecer de que as cooperativas de crédito tiveram que elevar seus custos operacionais para atender recentes exigências do Banco Central. Somos tratados como instituições financeiras e, dessa forma, precisamos implantar ouvidorias, contratar auditoria externa, implementar controles internos mais rígidos. Sim, as exigências melhoram a qualidade do atendimento do cooperativismo de crédito. Mas, ao mesmo tempo em que o sistema ganha asas para fazer o sistema de crédito cooperativo decolar no País, recebe imposições que impedem vôos muito altos.

A incidência de 0,38% do IOF sobre a movimentação das cooperativas de crédito de todo o Brasil - que liberam cerca de R$ 3 bilhões ao ano em empréstimos - não tem um grande impacto na arrecadação do governo. Ou seja, manter as cooperativas de fora das medidas reduziria muito pouco a arrecadação do governo. Mas faria uma enorme diferença nas nossas contas.

A tributação do IOF não mudará a rotina dos cooperados. Se, antes, os associados pagavam 0,38% de CPMF quando retiravam o dinheiro, agora o mesmo percentual será recolhido quando o empréstimo for liberado pela cooperativa, só que será destinado ao IOF. O mérito que estamos julgando é o governo ter perdido a oportunidade de aumentar o diferencial competitivo às cooperativas de crédito.

Mas, seguindo a linha otimista, preferimos pensar que “dos males o menor”: apesar do impacto negativo de mais um tributo, o crédito cooperativo continua mais vantajoso em relação às operações realizadas entre pessoas físicas ou jurídicas com os bancos. Enquanto nas cooperativas permanece a alíquota zero de IOF, o Decreto 6.339/08 prevê um aumento de 100% nas alíquotas de todas as operações realizadas nas instituições financeiras em que ocorrem o fato gerador do IOF, que irá variar de acordo com o prazo da operação, já que as alíquotas são fixadas ao dia (0,0082% a.d). Este adicional também será devido para operações realizadas por pessoas jurídicas, as quais tiveram suas alíquotas mantidas (0,0041% ao dia).

O fato que revolta é saber que, ao invés de comemorarmos o fim da CPMF, foi mantido o mesmo percentual de 0,38%. O governo trocou seis por meia dúzia.

Mas, no caso das cooperativas de crédito, o governo não teve sensibilidade e colocou as cooperativas em pé de igualdade com as demais instituições financeiras. Além de pagar mais um tributo, precisamos ainda investir mais recursos para adequar os sistemas tecnológicos para recolher o percentual e fazer a destinação correta aos cofres do governo.

Manoel Messias da Silva é presidente do Sicoob Central Cecresp (Central das Cooperativas de Crédito do Estado de São Paulo)

Fonte: Ex Libris - assessoria de imprensa Sicoob Central Cecresp

Disponível o Sistema de Ouvidoria do Sicoob

A Ouvidoria é um canal direto, independente, de comunicação entre o cliente (que pode ser o consumidor, o cidadão, o associado) e a organização (instituição financeira, empresa, órgão público, entidade de classe).

A Ouvidoria atua no pós-atendimento e na mediação de conflitos entre o cliente e a instituição, por meio de atendimento personalizado, de forma a promover a satisfação do usuário.

Trata, principalmente, de assuntos que eventualmente possam causar transtorno ou dano aos clientes, à instituição, aos dirigentes e aos funcionários, assegurando pleno exercício dos direitos das partes envolvidas., desta forma a Ouvidoria deve agir de forma autônoma, imparcial e sigilosa, contribuindo para o aperfeiçoamento do relacionamento mantido com os usuários e dos processos internos da cooperativa.

A Ouvidoria não substitui o serviço prestado pelos demais canais de atendimento oferecidos pela cooperativa.

Para atender a determinação do Banco Central do Brasil para implantar a Ouvidoria nas insituições financeiras a diretoria nomeou, em 29/11/2007 o funcionário Rodrigo Nascimento Cameirão para ser o Ouvidor de nossa cooperativa.

A Confederação Sicoob Brasil disponibilizou o Sistema de Ouvidoria do Sicoob (SOS) que atenderá pelos canais: DDG: 0800 725 0996  e também o site www.ouvidoriasicoob.com.br. Este sistema será utilizado por todas as cooperativas do sistema Sicoob, onde permitirá o cadastramento, consulta e resposta de uma ocorrência.

Além do telefone e site o cooperado poderá contatar a Ouvidoria enviando um e-mail para nosso ouvidor: rodrigo@crediacsc.org.br ou ainda enviar correspondência para aos cuidados da Ouvidoria no endereço: Rua Teixeira da Silva, 440 / Paraíso / São Paulo-SP / CEP 04002-031.

Fonte: Gerencia executiva

Deputado Arnaldo Jardim propõe PL para reverter cobrança de IOF

 O presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, esteve reunido na manhã de hoje (9/1), em Brasília (DF) com o deputado federal Arnaldo Jardim para tratar das novas medidas tributárias. O deputado se dispôs a elaborar um Projeto de Lei para reverter o processo que inclui a incidência de 0,38% do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre a movimentação das cooperativas e do setor rural.

“A nossa preocupação é que a mudança nas regras da cobrança do IOF deixará o crédito um pouco mais caro para os associados”, diz. A Receita Federal, explica o presidente, fez uma elevação sobre os empréstimos da pessoa física que é superior a cobrança da extinta CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira). 
Antes, o cooperado pagava 0,38% de CPMF quando retirava o dinheiro. Com a mudança, a cooperativa continua recolhendo o mesmo percentual, no entanto será destinado ao IOF, no momento da liberação do empréstimo. Outra preocupação do presidente da OCB é que as cooperativas também serão oneradas quando necessitarem de adquirir crédito de terceiros.
Durante a reunião, que contou com a presença do superintende Técnico da OCB, Ramon Belisário, o gerente de Mercados, Evandro Ninaut, e o analista tributário da OCB, Edimir Santos, foi apresentado um estudo elaborado pela Organização, que demonstra o impacto da incidência de IOF nas cooperativas.

Fonte: Site Brasil Cooperativo www.brasilcooperativo.coop.br

As taxas ocultas do parcelamento

Graças à estabilidade econômica, o Brasil tem retomado a confiança e a esperança no desenvolvimento, perdidos na década de 90. O investimento estrangeiro retorna às nossas terras, não dependemos mais do FMI, o incentivo ao crédito decola e faz a economia girar - receita básica para o país crescer.
O resultado desse boom econômico é que, nos últimos cinco anos, o crédito cresceu 150%, os carros aumentaram as vendas em 78% e os computadores, 190%. Da mesma forma, se em 2003 o crédito representava 23% do Produto Interno Bruto (PIB), até outubro de 2007, chegava a 34%, o equivalente a R$ 880,8 bilhões, segundo o Banco Central.

Porém, ainda há muito a crescer e a previsão é que chegue a 38% em 2008. Na Coréia, representa 100% do PIB; na Tailândia, 90%; e no Chile, 60%.

Hoje vivemos um momento de inflação civilizada, o PIB está crescendo em uma média de 4% ao ano, nossas reservas externas aumentaram e a dívida pública tem caído. O cenário é bom, mas como os juros baixaram, o crédito disponível em abundância faz com que uma parcela muito grande da população não perceba a altas taxas embutidas em cada parcela do financiamento.

Não podemos culpar os bancos nem os consumidores por estarem aproveitando esta maré. Se há algum culpado, é a falta de conhecimento sobre educação financeira. Mas existem alternativas. Quem conhece a realidade das cooperativas de crédito sabe que educar os sócios é um ideal perseguido. A todo o momento, os associados são informados das taxas que pagam e também das que não são cobradas.

Há quem pense que cooperativismo é para quem não têm condições de abrir uma conta em banco, mas esse conceito não é verdadeiro. As organizações são sérias, obedecem regras do Banco Central e são focadas na melhoria da qualidade de vida de seus associados e familiares.

Se, no Brasil, apenas 10% da População Economicamente Ativa (PEA) é associada a uma cooperativa de crédito é por falta de uma política que divulgue mais as vantagens e mude uma cultura arraigada que não investe na cooperação como pilar para o desenvolvimento sustentável do país.

Sim, porque, nos Estados Unidos, a participação das cooperativas no sistema financeiro nacional é de 9,1% e a penetração é de 43%. Na Alemanha, o índice é de 36% e a presença é de 15% no mercado financeiro.

O cooperativismo é um sistema à frente do tempo, estruturado de forma inteligente e voltado para quem tem consciência do próprio dinheiro e acompanha de perto o mercado. No momento de crescimento acelerado que vivemos este apoio pode fazer toda a diferença para que a população não seja vítima de um crédito fácil e afunde em dívidas, como já acontece com 60% da população de baixa renda.


Manoel Messias da Silva - Presidente da Central das Cooperativas de Crédito do Estado de São Paulo (Sicoob Central Cecresp).

Fonte: Jornal: Jornal da Tarde - Seção: Opinião - 10/01/2008


  
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