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Deputado Arnaldo Jardim propõe PL para reverter cobrança de IOF

 O presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, esteve reunido na manhã de hoje (9/1), em Brasília (DF) com o deputado federal Arnaldo Jardim para tratar das novas medidas tributárias. O deputado se dispôs a elaborar um Projeto de Lei para reverter o processo que inclui a incidência de 0,38% do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre a movimentação das cooperativas e do setor rural.

“A nossa preocupação é que a mudança nas regras da cobrança do IOF deixará o crédito um pouco mais caro para os associados”, diz. A Receita Federal, explica o presidente, fez uma elevação sobre os empréstimos da pessoa física que é superior a cobrança da extinta CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira). 
Antes, o cooperado pagava 0,38% de CPMF quando retirava o dinheiro. Com a mudança, a cooperativa continua recolhendo o mesmo percentual, no entanto será destinado ao IOF, no momento da liberação do empréstimo. Outra preocupação do presidente da OCB é que as cooperativas também serão oneradas quando necessitarem de adquirir crédito de terceiros.
Durante a reunião, que contou com a presença do superintende Técnico da OCB, Ramon Belisário, o gerente de Mercados, Evandro Ninaut, e o analista tributário da OCB, Edimir Santos, foi apresentado um estudo elaborado pela Organização, que demonstra o impacto da incidência de IOF nas cooperativas.

Fonte: Site Brasil Cooperativo www.brasilcooperativo.coop.br

As taxas ocultas do parcelamento

Graças à estabilidade econômica, o Brasil tem retomado a confiança e a esperança no desenvolvimento, perdidos na década de 90. O investimento estrangeiro retorna às nossas terras, não dependemos mais do FMI, o incentivo ao crédito decola e faz a economia girar - receita básica para o país crescer.
O resultado desse boom econômico é que, nos últimos cinco anos, o crédito cresceu 150%, os carros aumentaram as vendas em 78% e os computadores, 190%. Da mesma forma, se em 2003 o crédito representava 23% do Produto Interno Bruto (PIB), até outubro de 2007, chegava a 34%, o equivalente a R$ 880,8 bilhões, segundo o Banco Central.

Porém, ainda há muito a crescer e a previsão é que chegue a 38% em 2008. Na Coréia, representa 100% do PIB; na Tailândia, 90%; e no Chile, 60%.

Hoje vivemos um momento de inflação civilizada, o PIB está crescendo em uma média de 4% ao ano, nossas reservas externas aumentaram e a dívida pública tem caído. O cenário é bom, mas como os juros baixaram, o crédito disponível em abundância faz com que uma parcela muito grande da população não perceba a altas taxas embutidas em cada parcela do financiamento.

Não podemos culpar os bancos nem os consumidores por estarem aproveitando esta maré. Se há algum culpado, é a falta de conhecimento sobre educação financeira. Mas existem alternativas. Quem conhece a realidade das cooperativas de crédito sabe que educar os sócios é um ideal perseguido. A todo o momento, os associados são informados das taxas que pagam e também das que não são cobradas.

Há quem pense que cooperativismo é para quem não têm condições de abrir uma conta em banco, mas esse conceito não é verdadeiro. As organizações são sérias, obedecem regras do Banco Central e são focadas na melhoria da qualidade de vida de seus associados e familiares.

Se, no Brasil, apenas 10% da População Economicamente Ativa (PEA) é associada a uma cooperativa de crédito é por falta de uma política que divulgue mais as vantagens e mude uma cultura arraigada que não investe na cooperação como pilar para o desenvolvimento sustentável do país.

Sim, porque, nos Estados Unidos, a participação das cooperativas no sistema financeiro nacional é de 9,1% e a penetração é de 43%. Na Alemanha, o índice é de 36% e a presença é de 15% no mercado financeiro.

O cooperativismo é um sistema à frente do tempo, estruturado de forma inteligente e voltado para quem tem consciência do próprio dinheiro e acompanha de perto o mercado. No momento de crescimento acelerado que vivemos este apoio pode fazer toda a diferença para que a população não seja vítima de um crédito fácil e afunde em dívidas, como já acontece com 60% da população de baixa renda.


Manoel Messias da Silva - Presidente da Central das Cooperativas de Crédito do Estado de São Paulo (Sicoob Central Cecresp).

Fonte: Jornal: Jornal da Tarde - Seção: Opinião - 10/01/2008


 
   
 
 

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