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Classe C passa a ser a maior do Brasil

Em 2010, quase 20 milhões de brasileiros passaram a integrar a classe C e ela agora representa a maior parcela da população do país. Fatores como a renda maior e o desemprego em queda incentivaram essa parte da população a consumir produtos que antes não podia, como eletrodomésticos, veículos e até a casa própria.

Com a conquista da classe C, essas pessoas passaram a ser consideradas também da classe média. Essa categoria conta atualmente com 101 milhões de pessoas. Para a definição de classe média, são consideradas as posses, como carro e casa, e complementos como, por exemplo, o número de banheiros na casa.

A renda familiar brasileira cresceu, entre 2009 e 2010, de R$ 1.285 para R$ 1.557. O maior aumento aconteceu na renda das classes A e B, cuja média da renda mensal familiar foi de R$ 2.533 para R$ 2.983. Para as famílias da classe C, esse valor foi de R$ 1.276 para R$ 1.338. Para as classes D e E, essa quantia foi de R$ 733 para R$ 809.

Bancos diminuem expectativa de avanço da concessão de crédito

Segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), os bancos diminuíram a expectativa para o crescimento do crédito ao consumidor neste ano, especialmente no crédito de recursos livres e no financiamento de automóveis.

Em 2010, o crédito à pessoa física cresceu 18,8%, de acordo com os bancos. O porcentual deve evoluir 15,5% em 2012, de acordo com a pesquisa de Projeções e Expectativas de Mercado.

No mês passado, os bancos esperavam que o crescimento do crédito à pessoa física fosse de 17%, mas o porcentual caiu para 16,5% em março.

Para operações de crédito para aquisição de veículos, a pesquisa revelou que as instituições bancárias esperam uma expansão de 16,2% para este ano, sendo que em 2010 o aumento foi de 19,9%.

Em fevereiro deste ano, os bancos aguardavam um crescimento de 17% no crédito para aquisição de veículos, o que direciona à queda das expectativas. No caso de empréstimo pessoal, as projeções não se alteraram.

Rubens Sardenberg, economista-chefe da Febraban, afirmou: “na parte de pessoa física, o recuo das expectativas esteve muito concentrado na parte de veículos, que foi o segmento mais afetado pelas medidas do governo”. Ele se referiu às mudanças promovidas pelo Banco Central, que dificultaram a concessão de crédito, em dezembro do ano passado.

Procon informa alta de juros para cheque especial e empréstimo

O Procon divulgou nesta segunda-feira, 14, pesquisa que informa o aumento em março das taxas de juros cobradas por sete bancos brasileiros para cheque especial e empréstimo pessoal. A média de juros foi de 5,42% ao mês para empréstimo, maior que os 5,39% de fevereiro, e de 9,31% para cheque especial, também acima do mês passado, que ficou em 9,29%.

Apenas dois bancos foram responsáveis pela elevação da taxa de juros em março: o HSBC e a Caixa Econômica Federal. O HSBC subiu a taxa do empréstimo pessoal de 4,30% para 4,50% ao mês. A Caixa elevou a taxa do cheque especial de 7,15% para 7,31%.

Em nota, o Procon-SP alerta: "a tendência é de elevação das taxas e, portanto, o consumidor deve ficar atento. A falta de planejamento, a impulsividade na hora de consumir e a facilidade de contratação levam, muitas vezes, o consumidor a solicitar um empréstimo sem necessidade ou a assumir dívidas além de suas possibilidades de pagamento. É bom lembrar que o juro real brasileiro continua sendo o maior do mundo".

Fonte: Jornal do Brasil

Vamos eleger o cooperativismo

Por Edivaldo Del Grande*

Como acontece todos os anos, no primeiro sábado do mês de julho, comemoramos o Dia Internacional do Cooperativismo. Este ano, será dia 3 de julho. Mas, outro dia 3 deverá despertar ainda mais nossa atenção. Estou falando do dia 3 de outubro, sem sombra de dúvida, o mais importante de 2010 para todos os brasileiros, cooperados ou não. Escolheremos o novo presidente que vai administrar nosso País pelos próximos quatro anos. E é nesta data que teremos a oportunidade de fazer nossa maior homenagem ao cooperativismo.

Escolher o melhor candidato é uma responsabilidade tremenda. E como saber qual o melhor? Bem, costumo dizer que não há um único melhor candidato. Mas há aquele mais afinado com nossas expectativas, mais sensível às nossas questões e que tem propostas claras para melhorar nossas condições de vida.

Somos mais de oito milhões de cooperados no Brasil e cerca de três milhões no estado de São Paulo. Estamos convictos da eficiência do sistema econômico que escolhemos para atuar. É uma atividade que tem como premissa a união de pessoas com interesses comuns para a formação de um negócio, cujo lucro, que chamamos de sobra, é dividido proporcionalmente entre os cooperados, gerando a justa distribuição da renda. E é essa convicção que deve nos nortear no momento de escolher o nosso melhor candidato. 

A duras penas, vemos nossas cooperativas prosperarem. Apesar da comprovada eficiência da nossa estrutura de negócio, não contamos com uma legislação adequada. Ao invés de sermos beneficiados por promover a distribuição justa da renda, somos prejudicados por uma ordem legal que não nos reconhece. É verdade que temos conseguido alguns avanços nos últimos anos. Mas, não tenho dúvida de que, se canalizarmos nosso voto para aqueles que trazem boas propostas à nossa causa, essas mudanças que queremos podem acontecer de maneira muito mais rápida e eficiente.

A Organização das Cooperativas do Estadode São Paulo tem se empenhado no sentido de se fazer presente nas discussões políticas. Participamos ativamente da criação da Frente Parlamentar do Cooperativismo do Legislativo Paulista e temos incentivado a criação de frentes parlamentares nos municípios do interior do estado. Pela primeira vez, neste ano, a Câmara Municipal de São Paulo deu ouvidos aos nossos apelos e criou a sua Frente. Um movimento que vai revelando aqueles que se interessam por nossas questões e tudo graças a uma atuação conjunta das lideranças cooperativistas que denota a grandeza da nossa importância para o estado. 

Por isso, insisto que, para decidir em quem votar, o eleitor  deve conhecer as propostas apresentadas pelos diferentes candidatos. Neste ano elegeremos, além do novo presidente da República, governadores, senadores e deputados federais e estaduais. Na medida em que conseguirmos levar ao poder pessoas sensibilizadas pela nossa causa, mais espaço teremos para lutar pelos nossos direitos.

As pesquisas revelam que até o momento, a pouco mais de três meses das eleições, a disputa se mantém equilibrada entre os dois principais candidatos à presidência. Mas, essa mesma pesquisa aponta para uma questão importante: um terço do eleitorado ainda não sabe em quem irá votar. 

É verdade que nossa democracia ainda é jovem, mas cada pleito deve servir para nos aprimorar e com isso escolher melhor. Muito se fala em voto consciente, buscando despertar no eleitor  o interesse para uma escolha criteriosa dos  seus candidatos. Afinal, o voto é uma arma poderosa para realizar as transformações que desejamos. Por isso, faço um apelo: vamos, nestas eleições, votar em uma boa ideia - vamos eleger o cooperativismo.
 
* Edivaldo Del Grande é presidente da Organização das Cooperativas do Estado


 
   

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