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Artigo: Um futuro diferente para o crédito
As notícias sobre as taxas de juros praticadas pelas instituições financeiras tradicionais invadem os jornais diariamente. Já estamos tão acostumados que não nos assustamos mais com os recordes divulgados quase mensalmente na imprensa. Um exemplo é a taxa de juros cobrada pelo uso do cheque especial que, em março deste ano, foi de 149,8% ao ano, a maior desde setembro de 2003, quando chegou a 152,2% anuais. Os juros no crédito pessoal caíram, passando de 52,6% em fevereiro, para 50,5%, em março. Uma queda inexpressiva porque o cidadão que pedir R$ 1000,00 emprestados, ao final de um ano, pagará R$ 1.500,00. Ou seja, é muito dinheiro. Ainda assim, os dados, divulgados pelo Banco Central parecem mais não assustar.
O brasileiro está tão acostumado aos custos dos serviços bancários que não se dá conta do que tem que pagar. Muitas vezes, paga sem usar.
Por isso, a ação do Banco Central de tornar mais transparente a cobrança de tarifas vai ajudar o consumidor nas suas escolhas e deve ser louvada. A partir deste mês todas as instituições financeiras são obrigadas a deixar claro para o cliente o Custo Efetivo Total (CET) dos empréstimos. A padronização da nomenclatura e a limitação dos serviços que podem ser tarifados pelos bancos também já estão em vigor e são medidas importantes para aumentar a concorrência no sistema financeiro, tendo em vista que vai colaborar para o consumidor comparar as tarifas.
No entanto, apesar destas tentativas de melhorar o nível de transparência dos bancos, defendemos que o sistema de crédito cooperativo ainda é mais vantajoso em relação às taxas praticadas pelas instituições financeiras. A grande maioria das pessoas ainda não conhece esse democrático sistema que busca propiciar qualidade de vida aos cooperados, por meio do crédito consciente e do estímulo à cultura da poupança.
Na prática, isto significa dizer que um associado a uma cooperativa usufrui dos mesmos serviços de um banco, mas paga um preço justo. Vale citar o caso da Creditaipu, de Santa Catarina, que calculou, na ponta do lápis, a economia de um cooperado em relação ao mercado financeiro tradicional. Denominado Resultado Social Econômico 2007, o estudo compara as taxas da cooperativa com as praticadas no mercado financeiro. A diferença foi de 36,08%. O cálculo permitiu quantificar que a economia total proporcionada aos cooperados ao longo de 2007 foi de R$ 9 milhões. É um dinheiro que ficou no bolso do associado.
Na outra ponta, os bancos continuam engordando seus lucros. Há quem pense que preço alto é sinônimo de qualidade. Mas esta não é uma verdade absoluta. Muitos bancos, pelo grande número de clientes, não consegue dar um atendimento diferenciado e personalizado, como acontece nas cooperativas de crédito. É por isso que as reclamações contra os bancos aumentaram 22,71% no mês de março (3.553 queixas), em relação ao mesmo período do ano passado (3.245 reclamações). Os motivos mais freqüentes, de acordo também com o Banco Central, se concentram no atendimento e fornecimento de documentos.
Nas cooperativas de crédito, os cooperados são donos. É como se eles fossem os acionistas de um banco. A opinião de cada um é aceita em assembléia e tudo é decidido democraticamente. Ainda, quando o associado vai solicitar um empréstimo na cooperativa, ele é cercado de todas as informações que necessita para fazer a escolha certa: tanto das taxas da cooperativa, como das opções do mercado. Recebe também orientação quanto ao seu orçamento – o melhor momento de poupar ou de fazer o crédito, e, dessa forma, consegue planejar os empréstimos. O cálculo do valor a ser emprestado segue uma série de critérios, incluindo a movimentação que faz na cooperativa e o tempo que é associado, o que permite traçar um perfil financeiro que mostra quanto ele pode retirar de recursos sem comprometer seu orçamento. Ou seja, a determinação do valor a ser emprestado é personalizada, consciente.
Sem dúvidas ainda temos um longo caminho a percorrer para conscientizar a população sobre as vantagens do cooperativismo de crédito em relação aos bancos. Começar mostrando as vantagens é um passo essencial e que pretendemos conseguir com a educação financeira que muitas cooperativas já realizam para seus associados e também nas escolas de seus filhos. Queremos prover as futuras gerações com informações, para que estejam conscientes e construam um futuro diferente do que vivemos hoje, do lucro infinito dos bancos em detrimento à qualidade e excelência no atendimento.
Manoel Messias da Silva é presidente da Central de Cooperativas de Crédito do Estado de São Paulo e vice-presidente da Confederação Sicoob Brasil PROF realiza dois eventos em menos de um mês
No dia 26/5 o professor Marcos Silvestre coordenador do PROF COOPERCREDI ACSC - Programa de Reeducação e Orientação Financeira Pessoal e Familiar, esteve na Casa de Saúde São José - CSSJ no Rio de Janeiro para uma palestra com o tema: “Conquistando Saúde Financeira com Dívidas Magras”.

No evento ele apresentou aos cooperados noções de como enxergar e controlar seus gastos, explicou o que são juros, dívidas e como controlá-los. Ao final os cooperados aproveitaram a presença do professor e puderam esclarecer diversas dúvias com relação às suas finanças pessoais.
Outro evento importante foi a realização do Curso para Multiplicadores Receptivos que aconteceu no Hospital Santa Tereza em Petrópolis/RJ. O curso foi ministrado pelo professor Marcos e teve duração de 20 horas (divididas entre os dias 12, 13 e 14 de junho).
No curso os cooperados de várias Casas de Petrópolis e Teresópolis puderam conhecer os detalhes de um planejamento financeiro familiar, foram preparados para elaborar esse planejamento, desde a identificação dos gastos familiares, a estimativa e preparação do orçamento familiar até a execução e acompanhamento do mesmo. Esses participantes agora, tem a missão de difundir esses conhecimentos nas Casas onde atuam.

Veja a programação do PROF:
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Data
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Evento
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| 15 de agosto |
Palestra no Hospital Geral de Pedreira |
| 25 de agosto |
Palestra no Hospital Geral de Itapevi |
| 25, 26 e 27 de setembro |
Curso de Multiplicadores na Casa de Saúde São José |
| de 13 a 17 de outubro |
Curso de Multiplicadores no Hospital Geral de Pedreira |
| 20 de outubro |
Palestra na Casa de Saúde São José |
Crédito bom na praça
Um dos principais fatores de crescimento da nossa economia está no aquecimento do consumo interno, por meio da ampliação de linhas de crédito. Entre as várias oportunidades disponíveis no mercado, o cooperativismo de crédito se diferencia, cresce e se consolida.
Em franca expansão, as cooperativas de crédito vêm a cada ano conquistando mais espaço no mercado financeiro. No Brasil, existem 1.441 cooperativas de crédito, com cerca de 4 milhões de associados, um número que parece expressivo, mas dilui-se quanto observamos o seu potencial, diante dos mais de 180 milhões de brasileiros, ávidos por juros mais baixos e melhores condições de pagamento.
Se observarmos a realidade de outros países, percebemos que ainda existe um longo caminho a percorrer, no sentido de fazer com que esse tipo de atividade econômica e social, continue a ampliar o seu atendimento, desenvolvendo programas de assistência financeira e prestação de serviços aos seus cooperados.
Na Alemanha, por exemplo, encontramos mais de 15 milhões de pessoas associadas a cooperativas que respondem por 20% de todo o movimento bancário naquele país. Se atravessarmos a fronteira da Holanda vamos constatar que mais de 90% dos financiamentos rurais são atendidos pelas cooperativas. E na Europa, como um todo, quase metade das instituições de crédito é composta por cooperativas.
Em meio ao desafio de crescer com sustentabilidade, a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) promove reunião do seu Conselho Especializado de Crédito – CECO. Composto pelo SICRED, SICOOB, UNICREED e a CONFEBRÁS, este órgão tem como objetivo dar maior dinamismo, objetividade e eficiência ao Sistema Nacional de Crédito Cooperativo. Ao mesmo tempo, o Banco Central (BC) também realiza evento para abordar os benefícios e os avanços da Governança em Cooperativas de Crédito.
No âmbito da Câmara Federal, conseguimos incluir no texto da Medida Provisória 410, recém-aprovada no plenário, emenda que trata de um plano de segurança que seja compatível com a realidade das cooperativas de crédito. No ano passado, com base na Lei 7.102/83, a Polícia Federal notificou e multou centenas de cooperativas de crédito. Segundo a OCB, caso as cooperativas de crédito tivessem que adotar o plano de segurança semelhante aos bancos convencionais, elas teriam um acréscimo de custos da ordem de R$ 72 milhões ao ano. A proposta, que conta com o apoio do Ministério da Justiça, estabelece um prazo de seis meses para que o conjunto do cooperativismo de crédito se enquadre nessa nova legislação e, agora, segue para aprovação no Senado.
Também tramita na Casa o Projeto de Lei n° 177/05 que objetiva regulamentar o cooperativismo de crédito. E muito me anima mencionar que o relator da proposição é o deputado Fernando Coruja, líder da nossa bancada na Câmara. Assim, o PPS demonstra a sua disposição de contribuir, de fato, para que o assunto ganhe os contornos legais e regulamentares que se fazem a cada dia mais necessários.
Como diretor do ramo crédito da Frencoop Nacional, também estou engajado em elaborar um Projeto de Lei para reverter o processo que inclui a incidência de 0,38% do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre a movimentação das cooperativas e do setor rural. A Receita Federal fez uma elevação sobre os empréstimos da pessoa física superior a cobrança da extinta CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira). Outra preocupação é que as cooperativas também serão oneradas quando necessitarem de adquirir crédito de terceiros.
Todavia, aproveito para saudar os resultados do PROCAPCRED - Programa de Capitalização de Cooperativas de Crédito, uma linha específica criada pelo BNDES - Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico. Trata-se de um importante avanço para o segmento, pois proporciona o aumento do patrimônio permitido que a cooperativa de crédito invista e aumente ainda mais a sua capacidade de atendimento aos seus associados.
São muitos os desafios que teremos de enfrentar para consolidar, ainda mais, o cooperativismo de crédito como uma alternativa real e viável para o brasileiro acossado pela política de juros das instituições financeiras convencionais, que visam estritamente o lucro. Esses obstáculos só serão superados com muita cooperação e espírito público, em que a OCB, OCESP e demais lideranças do setor ajudem na mobilização, participem e colaborem na elaboração de leis capazes de assegurar o crescimento sustentável desta atividade social e econômica no País.
Deputado Arnaldo Jardim (PPS-SP) – diretor do ramo crédito da Frente Nacional do Cooperativismo – Frencoop.
Fonte: Assessoria de Imprensa do Deputado Arnaldo Jardim, arnaldojardim@arnaldojardim.com.br, www.arnaldojardim.com.br
Aprovada MP 410 que trata do plano de segurança para o cooperativismo de crédito
O diretor do ramo crédito da Frencoop, deputado Arnaldo Jardim, conseguiu incluir no texto da MP 410, que acaba de ser aprovada pelo plenário da Câmara, uma emenda que trata do plano de segurança para as cooperativas de crédito. “A proposta tem como objetivo evitar notificações e multas, por parte da Polícia Federal, de centenas de cooperativas de créditos, por conta de uma interpretação equivocada da Lei 7.101/08”, destaca Jardim.
No início de maio do ano passado, com base em uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) baseada na Lei 7.102/83, a Polícia Federal notificou e multou centenas de cooperativas de crédito solicitando a apresentação do Plano de Segurança. “A lei em questão, em momento algum do texto cita especificamente as cooperativas de crédito. Por isso, intermediei junto ao PSDB, DEM e PPS, para que uma emenda para tratar desta questão fosse incluída no texto da MP 410”, argumenta Jardim.
Segundo a Organização das Cooperativas do Brasil (OCB), se todas as cooperativas de crédito tivessem que adotar o plano de segurança da mesma forma que para os bancos convencionais, elas teriam um acréscimo de custos da ordem de R$ 72 milhões ao ano. “O objetivo foi elaborar um texto de um plano de segurança compatível com as condições sócio-econômicas das cooperativas de crédito”, reforça o deputado.
Em setembro último, Arnaldo Jardim e o relator da MP 410, deputado Assis Couto, acompanharam representantes do cooperativismo de crédito e do Ministério da Justiça em audiência com o diretor-geral do Departamento da Polícia Federal, Dr. Luiz Fernando Côrrea. Na ocasião, foi estabelecido um prazo de seis meses para que o conjunto do cooperativismo de crédito se enquadrasse na regulamentação da Lei 7.101/08, por meio de uma MP, com o apoio do Ministério da Justiça e da OCB.
“Essa é mais uma vitória do cooperativismo. Com isso, reafirmo o meu compromisso com a defesa deste importante segmento sócio-econômico e para o seu crescimento no País”, comemora o deputado Arnaldo Jardim.
A proposta segue agora para aprovação no Senado.
Fonte: site do Deputado Federal Arnaldo Jardim www.arnaldojardim.com.br
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Manual do Cooperado

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