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 Crédito bom na praça

O cooperativismo de crédito se fortalece a cada ano, apresentando crescimento expressivo na oferta de crédito. Cresce na captação de depósitos e ativos, assim como, em patrimônio e associados, demonstrando que é possível democratizar o acesso ao crédito, baratear os custos das operações, consolidando o cooperativismo como uma alternativa às instituições bancárias tradicionais. 
Compromisso que dá resultados 
Autor da 1º lei paulista de incentivo ao cooperativismo (Lei nº. 12.226/06), ao fazer uma retrospectiva das principais conquistas do cooperativismo, sinto-me satisfeito por ter lutado para garantir o pleno funcionamento das cooperativas de crédito. 
Conseguimos aprovar a Lei 11.524/07 que deu acesso as cooperativas aos benefícios do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo – Sescoop, estimado em R$ 12 milhões, o que ajudou a capacitar a profissionalizar a sua gestão. Assim como, também trabalhei para adequação dos planos de segurança bancária, definidos pela Polícia Federal, à realidade de cada cooperativa. E mais importante, pudemos comemorar a aprovação da Lei 130/09, da qual fui relator, que consagrou a atuação, relevância e importância do Sistema Nacional de Cooperativismo de Crédito dentro do Sistema Financeiro Nacional, promovendo avanços e inovações na legislação a fim de potencializar a participação do cooperativismo no mercado financeiro. 
Este ano, também conseguimos aprovar emenda de minha autoria a MP 514 que abre a possibilidade das Cooperativas de Crédito serem credenciadas para operar no programa Minha Casa, Minha Vida, nos mesmos moldes da Caixa Econômica Federal.
Capilaridade no atendimento
O ano de 2010 foi marcado por um aumento acentuado de postos de atendimento cooperativo (PAC’s), que passaram de 2.914 (dezembro de 2009) para 3.159 postos, o que nos faz comemorar a média de inauguração de um novo PAC por dia útil durante o ano. De acordo com a OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras), somados os postos e as cooperativas (1.370), atualmente, temos 4.529 pontos espalhados pelo País, frente aos 4.319 do ano passado. 
Hoje, se o cooperativismo de crédito compartilhasse suas estruturas de atendimento, ele seria a segunda maior rede de atendimento do País, atrás apenas do Banco do Brasil (5.087) e na frente do Itaú (3.739). 
Mais associados, mais força
Segundo estimativas, 5,1 milhões de brasileiros são associados ao cooperativismo de crédito. Isso fez com que os ativos tivessem um crescimento recorde de 60%, em relação a 2009, totalizando R$ 66 bilhões. A elevada confiança que o segmento vem recebendo dos seus associados/sociedade fez com que a captação de depósitos também fosse recorde, 130% a mais do que o melhor ano, atingindo a marca de 7,7 bilhões, em 2010, e totalizando R$ 29,9 bilhões.
Crédito bom     
As operações de crédito também tiveram crescimento expressivo de R$ 4,6 bilhões, totalizando R$ 29,8 bilhões em dezembro de 2010. O aumento mais expressivo foi no crédito rural, a “menina dos olhos” da nossa pauta de exportações, onde o setor deve superar R$ 9 bilhões em custeio, investimento e comercialização este ano. O excelente desempenho das lavouras e da pecuária acelerou a ocupação de espaços pelas cooperativas de crédito. 
Podemos avançar mais
Apesar de comemorar importantes vitórias, é imperioso avançarmos em questões que fortaleçam o cooperativismo em todos os seus 13 ramos de atividade, por isso precisamos manter a mobilização para a aprovação do Projeto de Lei 4622/04 que regulamenta o Cooperativismo de Trabalho, assim como para revertermos o Decreto Estadual Nº 55.938/2010, que restringe a participação de cooperativas em licitações e mais, aprovarmos o novo texto do Ato Cooperativo.
As Nações Unidas determinou 2012 como o Ano Internacional do Cooperativismo e do Associativismo, um incentivo a mais para continuarmos na luta para que essa forma de organização que democratiza os recursos e o acesso à propriedade possa cada vez mais ser fortalecida no Brasil. 
 
Deputado Arnaldo Jardim (PPS-SP) – Diretor da Frencoop – Frente Parlamentar pelo Cooperativismo.
arnaldojardim@arnaldojardim.com.br
www.arnaldojardim.com.br
http://twitter.com/ArnaldoJardim

Cheque especial tem o juro mais alto desde 2008

De acordo com pesquisa realizada pela Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), as taxas cobradas pelos bancos para o cheque especial cresceram 2,44% em abril e chegaram a 7,97% ao mês (150,98% ao ano) em relação à taxa de março (7,78% ao mês, 145,73% ao ano).

O número é o maior registrado desde novembro de 2008, quando a taxa era de 8,02% ao mês, 152,38% ao ano. De acordo com a Anefac, o aumento reflete o comportamento dos juros para as demais operações de crédito no mês – a média subiu pela terceira vez em 2011.

A taxa média geral de juros para pessoa física subiu 0,03 ponto porcentual ao mês, de 6,78% em março para 6,81% em abril. O crédito também ficou mais caro para as empresas. A taxa média geral de juros, para pessoa jurídica, em abril apresentou crescimento de 0,04 ponto porcentual no mês (passou de 3,92% para 3,96% ao mês).

Para Miguel José Ribeiro de Oliveira, coordenador da pesquisa e vice-presidente da Anefac, as elevações podem ser relacionadas às medidas do Banco Central para estancar o consumo interno e reduzir a inflação.

Expansão de crédito cai para 16,7%, segundo Febraban

Em pesquisa divulgada pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban), o porcentual de expansão de crédito em 2011 passou de 17,4%, em março, para 16,7%. Na análise de fevereiro, a expectativa foi de 18%. O economista-chefe da Febraban, Rubens Sardenberg, afirma que os números atingiram o piso do ano, logo, não devem diminuir mais.

Em videoconferência à imprensa, Sardenberg avaliou: “as perspectivas refletem todo um cenário com expectativa de crescimento menos vigoroso do país, bem como efeitos das medidas macroprudenciais, monetárias e fiscais tomadas pelo governo”. Na pesquisa, todos os dados têm projeção de queda. Deles, a que mantém maior crescimento é a expansão do crédito com recursos direcionais (caiu de 18,9% para 18,3%). Em seguida está a projeção de empréstimos à pessoa física no crédito pessoal (de 18,3% para 17,3%). Na pesquisa, a projeção de taxa de inadimplência – atrasos de mais de 90 dias – ficou estável em 4,5%.


 
   

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