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86º Dia Internacional das Cooperativas da ACI

14º Dia Internacional das Cooperativas das Nações Unidas
5 de julho de 2008
 
“A mudança climática por meio das cooperativas”
 
As cooperativas estão enfrentando a mudança climática numa escala e ritmo que mostram a sua liderança em numerosos países e setores no mundo. Embora algumas se comprometam a reduzir as emissões de gases das estufas, outras se esforçam para neutralizar os efeitos do carbono e todas trabalham para conseguir a sustentabilidade econômica, social e ambiental. Afinal, a mudança climática é mais do que uma simples preocupação ambiental; tem um impacto inegável no bem estar econômico e social dos povos em todo o mundo.
 
As cooperativas de todos os ramos lutam contra a mudança climática - por exemplo, as cooperativas agrícolas e de pesca estão revendo a utilização da energia usada na produção até o mercado, estão revendo suas emissões (carbono e nitrogênio), buscando a neutralidade ou ter, de fato, um impacto positivo na produção da energia verde ou de rações inovadoras que reduzam as emissões do gado; as cooperativas de consumo estão procurando reduzir as pegadas de carbono, não somente nas lojas, mas, também, em suas operações e de seus fornecedores e trabalham , ativamente, na difusão da educação aos seus membros e consumidores; as cooperativas habitacionais estão utilizando materiais de construção sustentáveis e edificando prédios ecológicos; os bancos cooperativos e as cooperativas de crédito estão  incentivando investimentos em tecnologias eficientes em matéria de energia, oferecendo empréstimos hipotecários, ao consumidor e às empresas. As cooperativas de seguros estão encontrando formas inovadoras de manter baixos os prêmios e, ao mesmo tempo, fazer a cobertura que garanta as necessidades variáveis de seus membros, com vistas ao risco cada vez maior que ocasiona os fenômenos meteorológicos e os desastres naturais vinculados à mudança do clima; as cooperativas de eletrificação lutam para proporcionar uma energia limpa e sustentável como a eólica, a solar e a dos biocombustíveis. Muitas outras cooperativas trabalham, diuturnamente, para comprovar que são empresas sustentáveis, tanto econômico, social ou  ambientalmente.
 
Várias cooperativas tem assumido uma função de liderança, em escala mundial, associando-se ao Programa Rede de Clima Neutro para o Meio Ambiente, das Nações Unidas, e se comprometeram com a plataforma de ação do Pacto Mundial de “Preservar o Clima”, das Nações Unidas, e muitas estão ativas em cada um de seus países. Além disso, e talvez o mais importante, são as ações tomadas, diariamente, pelas grandes ou pequenas cooperativas que estão conscientes de que, cada esforço, seja qual for o seu alcance, pode contribuir para diminuir o impacto da mudança climática.
 
Entretanto, estas atividades não são novas. Afinal, há mais de 150 anos as cooperativas se esforçam para promover o desenvolvimento sustentável. Visto que as cooperativas se controlam democraticamente e operam segundo os valores e princípios, entre os quais a responsabilidade social e a preocupação com as comunidades, elas lutam para servir seus membros, não somente em termos econômicos, mas, também, num alcance maior, nos âmbitos social, cultural e ambiental.
 
Hoje, a comunidade internacional está enfrentando o desafio da crise alimentar e da reconstrução dos danos causados pelos desastres naturais – ambos, ao menos em parte, podem se atribuídos à mudança climática. Os agricultores, consumidores e as comunidades diretamente afetadas por estas crises estão percebendo que as cooperativas estão prestando assistência, na difícil tarefa de adaptação aos impactos negativos da mudança climática. As cooperativas podem ajudar os agricultores a superar os desafios cada vez maiores na produção e podem proporcionar maior estabilidade ao setor agropecuário, respeitando os recursos ambientais. As comunidades que precisam reconstruir as economias locais, após as calamidades naturais, podem atender as suas necessidades, optando pela assistência mútua através das cooperativas e podem contar com a solidariedade baseada no princípio da cooperação entre cooperativas.
 
Reconhecendo que a mudança de clima é um dos desafios mais críticos do nosso tempo, os membros da ACI firmaram, durante a Assembléia Geral de 2007, o compromisso de lutar contra as causas da mudança climática e reduzir suas conseqüências, e se tem conseguido um real progresso. Entretanto, uma atenção maior de todos é necessária, porque os desafios estão aumentando e as agressões contra o meio ambiente se multiplicam.
 
Neste Dia Internacional das Cooperativas, a ACI faz um chamamento a todos os cooperativistas do mundo para que reforcem suas atividades de promoção do desenvolvimento sustentável e celebrem as ações que já estão contribuindo para diminuir a mudança climática e trabalhem em parceria para assegurar que as cooperativas fazem contribuições significativas para superar o desafio da mudança climática.

Cooperativismo: história e futuro

O movimento cooperativista nasceu em 1844, por iniciativa de 28 tecelões pioneiros que se organizaram para criar uma extensão econômica da própria atividade profissional, em Rochdale, na Inglaterra. Desde então, as cooperativas se disseminaram por vários setores, demonstrando a sua capacidade de enfrentar os desafios econômicos, urbanos e rurais, com as ferramentas da produtividade e competitividade e responsabilidade social, contribuindo, assim, para a realização de um progresso social em todo o mundo.

Hoje, a maioria dos países desenvolvidos que contam com os melhores índices de qualidade de vida, a cultura cooperativista tem um lugar de destaque. Só para citar dois exemplos: nos EUA, existem mais de 150 milhões de pessoas associadas a cooperativas, o que representa 60% da população; na Alemanha, 80% dos agricultores e 75% dos comerciantes estão organizados desta forma.

Por aqui, apenas 7,4 milhões de pessoas – 3% dos brasileiros – são associados as mais de 7 mil entidades que integram a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), presentes em cerca de 30% dos municípios, empregando diretamente mais de 220 mil pessoas, além de faturar cerca de R$ 70 bilhões/ano.

Mesmo, com os valores e princípios mantidos por mais de um século de tradição, o cooperativismo se renova constantemente, aprimorando suas atividades, investindo na qualidade dos serviços, na capacitação profissional e na gestão de negócios, inclusive, adotando novos princípios como o da responsabilidade social. Hoje, a atuação do cooperativismo abrange treze ramos de atividades: agropecuário, trabalho, educação, crédito, consumo, habitação, saúde, transporte, turismo e lazer, infra-estrutura, produção, mineral e especial (para pessoas com necessidades especiais), reunindo estudantes, profissionais liberais e cidadãos das mais variadas áreas.

Tenho orgulho de ter aprovado a 1º lei paulista de incentivo ao Cooperativismo (Lei nº. 12.226/06), sancionada pelo então Governador Geraldo Alckmin e que suscitou a criação de diversas Frencoop´s municipais pelo Estado. Fato que me credenciou a integrar a Frencoop Nacional (Frente Parlamentar do Cooperativismo), diante do compromisso para avançar na consolidação do marco regulatório, um conjunto de medidas fundamentais para consolidar este modelo de desenvolvimento bem sucedido.

Atualmente, no âmbito da Frencoop, existem duas questões prioritárias, no sentido de oferecer os contornos legais e regulamentares que se fazem, a cada dia, mais necessários para coibir abusos e incompreensões. A aprovação do PL 177/04, que objetiva regulamentar o cooperativismo de crédito, e o PL 7009/06, que cria o sistema próprio das cooperativas de trabalho.

Recentemente, tive a oportunidade de coordenar, durante o I Seminário de Cooperativismo, o painel "O Cooperativismo de Crédito no Brasil", um ramo que representa 2% do sistema financeiro nacional e movimenta, anualmente, R$ 1,8 bilhão. No sentido de ampliar a sua participação, foram debatidas questões como: o conceito de livre admissão; a parceria com o Banco Central para criar a norma de governança; o estabelecimento de ouvidorias; a unificação dos fundos garantidores; a retomada do PROCAPCRED - Programa de Capitalização de Cooperativas de Crédito do BNDES; o acesso aos recursos do FGTS e do FAT para o financiamento habitacional e a maior participação do setor na habitação rural.

Também estive com o Ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, no último dia 25/06, para tratar do Decreto 6.386/08, que regulamenta o artigo 45 da Lei nº. 8.112/90 e dispõe sobre o processamento das consignações em folha de pagamento no âmbito do Sistema Integrado de Administração de Recursos Humanos – SIAPE. O próprio Presidente Lula, em audiência com os líderes do cooperativismo de crédito, já havia manifestado o desejo de apoiar o fortalecimento e desenvolvimento do setor no mercado financeiro, enquanto o Banco Central reiterou a disposição para que o cooperativismo passe de 2% de participação no mercado financeiro para no mínimo 10%. Por isso, apresentamos uma sugestão para uma nova redação do decreto acima citado, no sentido de assegurar o direito de oferecer sem restrições o acesso ao crédito consignado para as cooperativas de crédito e seus associados.

Por tudo isso, quero reiterar o meu compromisso com o cooperativismo, embasado por um movimento mundial fomentado pela queda do comunismo no Leste Europeu e pela transformação política e econômica da China, de buscar alternativas ao capitalismo, concentrador de renda, monopolista e excludente. Que o próximo dia 5 de julho, em que celebramos o 86º Dia Internacional do Cooperativismo, sirva para mobilizar toda a sociedade em torno de um instrumento capaz de ampliar as oportunidades, diminuir as diferenças, promovendo a igualdade, a paz, o desenvolvimento e a justiça social.


Deputado Arnaldo Jardim – vice-líder do PPS e integrante da Frencoop Nacional.

arnaldojardim@arnaldojardim.com.br

www.arnaldojardim.com.br

 Acumular dívidas pode ser doença incurável

Rio, 24 de Junho de 2008 - A acumulação de dívidas em escala individual pode ser um drama resultante de desemprego eventual, doença em família ou, pior, uma patologia controlável, mas incurável, caracterizada por compulsão consumista capaz de colocar vidas em risco. Na última pesquisa sobre inadimplência realizada pelo Clube dos Diretores Lojistas do município do Rio, o descontrole de gastos, um indício de patologia, foi responsável por 11,4% das notificações. A mensuração do problema varia de acordo com a fonte. No serviço de atendimento especializado mantido pela Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro, estima-se que o transtorno de impulso atinja 8% da população.

Parte do rol de enfermidades catalogadas e reconhecidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS), a compra compulsiva, também conhecida como oneomania, integra o grupo dos chamados transtornos de impulso, que podem chegar à obsessão. E acaba por desembocar no endividamento em cascata, que acaba destruindo patrimônios, dissolvendo famílias e, em alguns casos, até causando suicídios.

Maioria feminina
Também há números diferentes, mas todos convergem na indicação de que as mulheres são maioria entre os compradores compulsivos. Segundo o neuropsicólogo Daniel Fuentes, do Ambulatório de Jogo Patológico e outros Transtornos de Impulso do Hospital das Clínicas de São Paulo, a participação feminina poderia chegar a 80%. Já a psicóloga Ângela Duque reconhece a maioria feminina no grupo, embora acredite que haja subnotificação dos casos de homens que compram compulsivamente.

No Rio, há duas correntes para o enfrentamento do problema. Uma funciona nos Devedores Anônimos - DAs (www.devedoresanonimos-rj.org), grupo de ajuda mútua nos moldes dos Alcoólicos Anônimos, com proposta de fazer com que o comprador compulsivo reaprenda a lidar com o dinheiro, estabelecendo metas de comportamento e postura. Tem reuniões nas manhãs de sábado, na Rua México 90, 9° andar.
Outra corrente, de abordagem clínica, funciona desde o ano passado no Serviço de Psiquiatria da Santa Casa do Rio. São atendidos também jogadores compulsivos, que muitas vezes igualmente acabam no grupo dos altamente endividados. O número de casos deste último grupo aumentou consideravelmente com o funcionamento das casas de bingo e caça-níqueis na cidade - atualmente proibidas.

Tragédia em família
Um caso típico de atendimento nos DAs do Rio é o do bancário Julio (nome fictício), 58 anos, funcionário aposentado do Banco do Brasil. Casado há 31 anos, com dois filhos, há alguns anos começou a apresentar o quadro típico: compra centenas de CDs, às vezes dois ou três iguais, que não escuta. Assina três jornais, que ficam amontoados sobre a mesa da sala sem serem abertos, e traz para a casa toda a sorte de quinquilharias. Tudo à custa de empréstimos, primeiro em bancos, depois em financeiras, por fim com agiotas.

Sua mulher, que já abriu processo de separação, foi obrigada a vender um apartamento depois que começaram a aparecer diante de sua porta capangas enviados por agiotas, popularmente classificados de "armários", para cobrarem dívidas. Nem o fato de ser católico praticante, que vai à missa todos os domingos, o livra de dívidas que hoje, só com um banco e uma financeira, chegam a R$ 42 mil.
(Gazeta Mercantil/Finanças & Mercados - Pág. 3)(Ubirajara Loureiro)


Transtorno que pode levar à morte

24 de Junho de 2008 - Angela Duque, psicóloga do Serviço de Psiquiatria da Santa Casa explica que a compra compulsiva, ao contrário do que muita gente pensa, é uma doença grave, com índice muito alto de tentativas de suicídio, e muitas vezes erroneamente encarada como falta de caráter ou irresponsabilidade.

"Por alguma carência, as pessoas não resistem ao impulso de comprar. Ficam deprimidas e ansiosas, a vida familiar se destrói, porque os parentes não entendem como a pessoa, já com tantos problemas, continua comprando daquela maneira. Comprometem-se com agiotas, financeiras, estouram o limite de cartão, a vida vira drama. A gratificação momentânea é seguida por culpa enorme, porque eles sabem que gastaram o que não podiam. É importante destacar que estes casos necessitam de um tratamento multidisciplinar, às vezes acompanhado de medicação, com ajuda terapêutica", explica.

Ela admite que a maioria de seus atendimentos é para mulheres, muitas com curso superior, como procuradoras, advogadas, professoras. Uma delas é a advogada Ana, 31 anos, moradora de Copacabana e casada há 10 anos. Perdeu o emprego, o casamento quase acabou e hoje acumula dívidas que chegam a R$ 150 mil. Foi obrigada a vender o carro novo que ganhara do marido para fugir do assédio de agiotas e hoje conta com a ajuda da Defensoria Pública para renegociar dívidas que tiveram crescimento exponencial.

Outro caso, ainda sem atendimento especializado, é o da secretária Erika R, hoje com 22 anos. Ainda adolescente, "detonava" o cartão de crédito e mantinha no vermelho a conta bancária da mãe. Ganha R$ 1 mil e deve R$ 5 mil. Vive sob vigilância da mãe, para não cometer excessos.
U.L.
(Gazeta Mercantil/Finanças & Mercados - Pág. 3)(U.L.)


Um mistério sobre calotes múltiplos

24 de Junho de 2008 - O Clube dos Diretores Lojistas do Rio de Janeiro controla o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) que radiografa periodicamente o comportamento dos compradores diante das obrigações que assumem no comércio.

A última pesquisa aponta dados que podem ser indicativo da síndrome do gastador compulsivo: de um universo de 500 mil inadimplentes, nada menos que 11,4% admitem claramente que compraram por impulso, muitas vezes dissociado de suas reais necessidades.
Também nesta pesquisa, as mulheres são maioria, não tão grande quanto a apontada pelos serviços especializados no atendimento desse tipo de problema, e ultrapassam o universo masculino de devedores em apenas 2,8 pontos percentuais.

Outro dado curioso, e motivo para tomada de precauções, é que 20% das notificações por falta de pagamento decorrem do fato de o inadimplente ter sido avalista, fiador ou ter emprestado o nome ou cartão de crédito para alguém fazer compras. Um fato ainda sem uma explicação brota dos arquivos do Serviço de Proteção ao Crédito: 149 CPFs aparecem como inadimplentes com 40 contratos cada um. E há um recordista que causa estupefação: tem sob seu nome nada menos do que 113 contratos de compra com pagamentos não quitados.

Os técnicos da entidade ainda não encontraram uma explicação para estes casos porque, a rigor, apenas uma notificação de calote, mesmo que temporário, seria suficiente para sustar qualquer autorização para novas compras. "Patologia ou vigarice, ainda precisamos investigar melhor nossos arquivos para ver como isto pôde acontecer", diz um funcionário do CDL.
U.L.

Fonte: Gazeta Mercantil/Finanças & Mercados - Pág. 3

 

Artigo: Um futuro diferente para o crédito

As notícias sobre as taxas de juros praticadas pelas instituições financeiras tradicionais invadem os jornais diariamente. Já estamos tão acostumados que não nos assustamos mais com os recordes divulgados quase mensalmente na imprensa. Um exemplo é a taxa de juros cobrada pelo uso do cheque especial que, em março deste ano, foi de 149,8% ao ano, a maior desde setembro de 2003, quando chegou a 152,2% anuais. Os juros no crédito pessoal caíram, passando de 52,6% em fevereiro, para 50,5%, em março. Uma queda inexpressiva porque o cidadão que pedir R$ 1000,00 emprestados, ao final de um ano, pagará R$ 1.500,00. Ou seja, é muito dinheiro. Ainda assim, os dados, divulgados pelo Banco Central parecem mais não assustar.

O brasileiro está tão acostumado aos custos dos serviços bancários que não se dá conta do que tem que pagar. Muitas vezes, paga sem usar.

Por isso, a ação do Banco Central de tornar mais transparente a cobrança de tarifas vai ajudar o consumidor nas suas escolhas e deve ser louvada. A partir deste mês todas as instituições financeiras são obrigadas a deixar claro para o cliente o Custo Efetivo Total (CET) dos empréstimos. A padronização da nomenclatura e a limitação dos serviços que podem ser tarifados pelos bancos também já estão em vigor e são medidas importantes para aumentar a concorrência no sistema financeiro, tendo em vista que vai colaborar para o consumidor comparar as tarifas.

No entanto, apesar destas tentativas de melhorar o nível de transparência dos bancos, defendemos que o sistema de crédito cooperativo ainda é mais vantajoso em relação às taxas praticadas pelas instituições financeiras. A grande maioria das pessoas ainda não conhece esse democrático sistema que busca propiciar qualidade de vida aos cooperados, por meio do crédito consciente e do estímulo à cultura da poupança.

Na prática, isto significa dizer que um associado a uma cooperativa usufrui dos mesmos serviços de um banco, mas paga um preço justo. Vale citar o caso da Creditaipu, de Santa Catarina, que calculou, na ponta do lápis, a economia de um cooperado em relação ao mercado financeiro tradicional. Denominado Resultado Social Econômico 2007, o estudo compara as taxas da cooperativa com as praticadas no mercado financeiro. A diferença foi de 36,08%. O cálculo permitiu quantificar que a economia total proporcionada aos cooperados ao longo de 2007 foi de R$ 9 milhões. É um dinheiro que ficou no bolso do associado.

Na outra ponta, os bancos continuam engordando seus lucros. Há quem pense que preço alto é sinônimo de qualidade. Mas esta não é uma verdade absoluta. Muitos bancos, pelo grande número de clientes, não consegue dar um atendimento diferenciado e personalizado, como acontece nas cooperativas de crédito. É por isso que as reclamações contra os bancos aumentaram 22,71% no mês de março (3.553 queixas), em relação ao mesmo período do ano passado (3.245 reclamações). Os motivos mais freqüentes, de acordo também com o Banco Central, se concentram no atendimento e fornecimento de documentos.

Nas cooperativas de crédito, os cooperados são donos. É como se eles fossem os acionistas de um banco. A opinião de cada um é aceita em assembléia e tudo é decidido democraticamente. Ainda, quando o associado vai solicitar um empréstimo na cooperativa, ele é cercado de todas as informações que necessita para fazer a escolha certa: tanto das taxas da cooperativa, como das opções do mercado. Recebe também orientação quanto ao seu orçamento – o melhor momento de poupar ou de fazer o crédito, e, dessa forma, consegue planejar os empréstimos. O cálculo do valor a ser emprestado segue uma série de critérios, incluindo a movimentação que faz na cooperativa e o tempo que é associado, o que permite traçar um perfil financeiro que mostra quanto ele pode retirar de recursos sem comprometer seu orçamento. Ou seja, a determinação do valor a ser emprestado é personalizada, consciente.

Sem dúvidas ainda temos um longo caminho a percorrer para conscientizar a população sobre as vantagens do cooperativismo de crédito em relação aos bancos. Começar mostrando as vantagens é um passo essencial e que pretendemos conseguir com a educação financeira que muitas cooperativas já realizam para seus associados e também nas escolas de seus filhos. Queremos prover as futuras gerações com informações, para que estejam conscientes e construam um futuro diferente do que vivemos hoje, do lucro infinito dos bancos em detrimento à qualidade e excelência no atendimento.

Manoel Messias da Silva é presidente da Central de Cooperativas de Crédito do Estado de São Paulo e vice-presidente da Confederação Sicoob Brasil


 
   
 
 

Manual do Cooperado

Saiba o que é o cooperativismo, como é formado o capital da cooperativa, como solicitar empréstimos... [ + ]

Relatório da Gestão

Conheça o Relatório da Gestão 2008, com os principais destaques do ano, que foi apresentado na Assembléia Geral de março/2009. [ + ]

Relatório Contábil

Conheça também o Relatório Contábil de 2008 que compreende as Demonstrações Contábeis e os pareceres do Conselho Fiscal e Auditoria Independente. [ + ]

 
   


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