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Vamos eleger o cooperativismo
Por Edivaldo Del Grande*
Como acontece todos os anos, no primeiro sábado do mês de julho, comemoramos o Dia Internacional do Cooperativismo. Este ano, será dia 3 de julho. Mas, outro dia 3 deverá despertar ainda mais nossa atenção. Estou falando do dia 3 de outubro, sem sombra de dúvida, o mais importante de 2010 para todos os brasileiros, cooperados ou não. Escolheremos o novo presidente que vai administrar nosso País pelos próximos quatro anos. E é nesta data que teremos a oportunidade de fazer nossa maior homenagem ao cooperativismo.
Escolher o melhor candidato é uma responsabilidade tremenda. E como saber qual o melhor? Bem, costumo dizer que não há um único melhor candidato. Mas há aquele mais afinado com nossas expectativas, mais sensível às nossas questões e que tem propostas claras para melhorar nossas condições de vida.
Somos mais de oito milhões de cooperados no Brasil e cerca de três milhões no estado de São Paulo. Estamos convictos da eficiência do sistema econômico que escolhemos para atuar. É uma atividade que tem como premissa a união de pessoas com interesses comuns para a formação de um negócio, cujo lucro, que chamamos de sobra, é dividido proporcionalmente entre os cooperados, gerando a justa distribuição da renda. E é essa convicção que deve nos nortear no momento de escolher o nosso melhor candidato.
A duras penas, vemos nossas cooperativas prosperarem. Apesar da comprovada eficiência da nossa estrutura de negócio, não contamos com uma legislação adequada. Ao invés de sermos beneficiados por promover a distribuição justa da renda, somos prejudicados por uma ordem legal que não nos reconhece. É verdade que temos conseguido alguns avanços nos últimos anos. Mas, não tenho dúvida de que, se canalizarmos nosso voto para aqueles que trazem boas propostas à nossa causa, essas mudanças que queremos podem acontecer de maneira muito mais rápida e eficiente.
A Organização das Cooperativas do Estadode São Paulo tem se empenhado no sentido de se fazer presente nas discussões políticas. Participamos ativamente da criação da Frente Parlamentar do Cooperativismo do Legislativo Paulista e temos incentivado a criação de frentes parlamentares nos municípios do interior do estado. Pela primeira vez, neste ano, a Câmara Municipal de São Paulo deu ouvidos aos nossos apelos e criou a sua Frente. Um movimento que vai revelando aqueles que se interessam por nossas questões e tudo graças a uma atuação conjunta das lideranças cooperativistas que denota a grandeza da nossa importância para o estado.
Por isso, insisto que, para decidir em quem votar, o eleitor deve conhecer as propostas apresentadas pelos diferentes candidatos. Neste ano elegeremos, além do novo presidente da República, governadores, senadores e deputados federais e estaduais. Na medida em que conseguirmos levar ao poder pessoas sensibilizadas pela nossa causa, mais espaço teremos para lutar pelos nossos direitos.
As pesquisas revelam que até o momento, a pouco mais de três meses das eleições, a disputa se mantém equilibrada entre os dois principais candidatos à presidência. Mas, essa mesma pesquisa aponta para uma questão importante: um terço do eleitorado ainda não sabe em quem irá votar.
É verdade que nossa democracia ainda é jovem, mas cada pleito deve servir para nos aprimorar e com isso escolher melhor. Muito se fala em voto consciente, buscando despertar no eleitor o interesse para uma escolha criteriosa dos seus candidatos. Afinal, o voto é uma arma poderosa para realizar as transformações que desejamos. Por isso, faço um apelo: vamos, nestas eleições, votar em uma boa ideia - vamos eleger o cooperativismo.
* Edivaldo Del Grande é presidente da Organização das Cooperativas do Estado
Mensagem da ACI para o Dia Internacional do Cooperativismo 2010
“A mulher e o cooperativismo: conquistas e desafios para o empoderamento feminino”
88º Dia Internacional do Cooperativismo
16º Dia Internacional das Cooperativas das Nações Unidas - 3 de julho de 2010
Em todo o mundo, as mulheres estão escolhendo as cooperativas como resposta as suas necessidades econômicas e sociais - seja para alcançar aspirações empresariais, obter produtos e serviços que querem e necessitam, mas, acima de tudo, participar de uma empresa que se baseia em valores, em princípios éticos e proporcionam oportunidades de gerar investimentos. As mulheres estão descobrindo que as cooperativas representam opções atrativas.
As cooperativas são empresas de propriedade conjunta e de gestão democrática guiadas por valores de ajuda mútua, responsabilidade compartilhada, democracia, igualdade, equidade e solidariedade. Elas situam as pessoas no centro de suas atividades e permitem aos membros, pela tomada de decisão democrática, escolher a forma de como alcançar suas aspirações econômicas, sociais e culturais.
Para as mulheres, as cooperativas têm um papel chave a desempenhar, pois são capazes de responder as suas necessidades práticas e estratégicas. Cooperativas formadas exclusivamente por mulheres ou constituídas por homens e mulheres oferecem meios organizativos eficazes para as sócias e empregadas melhorarem seu nível de vida, por meio das oportunidades de exercer trabalho decente e facilidades de poupança, crédito, saúde, habitação e serviços sociais como educação e capacitação. As cooperativas também oferecem às mulheres meios para participarem de atividades econômicas e exercerem influência, conquistando autonomia e auto-estima graças a esta participação. Elas contribuem, ainda, para melhorar a situação econômica, social e cultural das mulheres, promovendo a igualdade e mudando os preconceitos institucionais.
Para as empresárias, as cooperativas constituem um modelo de empresa particularmente atrativo. Ao agregar capital, as mulheres têm a capacidade de envolver-se nas atividades geradoras de investimentos e organizarem seu trabalho de uma maneira flexível, respeitando os múltiplos papeis que podem assumir na sociedade. Sejam oriundas de Burkina Faso, Índia, Japão, Honduras ou Estados Unidos, as mulheres compartilham experiências cooperativistas similares – suas cooperativas exclusivamente conformadas por mulheres lhes permitiram ganhar confiança em si mesmas, ter responsabilidades profissionais, valorizar suas competências e melhorar seus meios de vida ao obter resultados de seu trabalho, além de acessar um amplo leque de serviços.
As mulheres também estão encontrando satisfação em integrar cooperativas que contam com a participação de homens. Na qualidade de sócias ou empregadas, elas estão descobrindo cooperativas que se esforçam para promover o respeito mútuo e a igualdade de oportunidades.
Entretanto, é preciso muito mais para se alcançar a igualdade de gênero. As cooperativas são um reflexo de seus membros e da sociedade em que atuam e, portanto, refletem os preconceitos sociais e culturais predominantes. Apesar disso, elas vêm respondendo ao desafio de realizar mudanças na cultura organizacional, nos métodos de trabalho e nas oportunidades de educação e formação para que o empoderamento feminino se torne realidade.
O empoderamento das mulheres tem cinco componentes: o sentimento de auto-estima; o direito de votar e ser votada; de ter acesso a oportunidades e recursos; poder controlar suas próprias vidas, tanto dentro como fora de casa; e a sua capacidade de influenciar a direção das mudanças da sociedade, para criar uma ordem social e econômica mais justa, nacional e internacionalmente.
A empresa cooperativa aborda cada um desses componentes e está fornecendo oportunidades reais de empoderamento para as mulheres em todas as regiões do mundo.
Uma empresária bem sucedida e membro de uma cooperativa na Índia, senhora Kumari, resumiu a questão quando falou sobre sua experiência: "como eu gostaria de agradecer ao Banco Cooperativo de Mulheres por fazer de mim uma mulher com poderes que me permitem realizar meus sonhos."
Neste Dia Internacional do Cooperativismo, a Aliança Cooperativa Internacional (ACI) faz um chamado a seus cooperados para que reconheçam a contribuição fundamental das mulheres no desenvolvimento econômico, social e cultural em todo o mundo, reforçando o compromisso cooperativo de permitir o empoderamento das mulheres nas cooperativas e incentivar a sua participação no movimento cooperativista.
Sou cooperativista, sim senhor!
Enalteço os benefícios do cooperativismo por acreditar na sua capacidade de enfrentar os desafios econômicos, urbanos e rurais, com as ferramentas da produtividade, competitividade e responsabilidade social, contribuindo, assim, para um desenvolvimento sustentável e mais justo! Autor da 1º lei paulista de incentivo ao cooperativismo (Lei nº. 12.226/06), ao fazer uma retrospectiva das principais conquistas do cooperativismo, ao longo dos últimos seis anos, sinto-me orgulhoso por ter sido um dos que lutaram para garantir o pleno funcionamento dos seus treze ramos de atividade no País.
Às vésperas de duas datas importantes, em 03 de julho, vamos comemorar o Dia Internacional do Cooperativismo, que este ano tem como tema: “A mulher e o cooperativismo: conquistas e desafios para o empoderamento feminino”, e no próximo dia 07 de julho, acontece o XXVII - Simpósio das Unimeds do Estado de São Paulo (Suesp), faço aqui um breve relato destas conquistas para reforçar que “se muito vale o já feito, mais vale o que será”.
Finalmente, o Projeto de Lei 4622/04 encontra-se na pauta de votação da Câmara dos Deputados e, a partir de um esforço concentrado da Frencoop e da OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras), estamos lutando pela sua aprovação definitiva, o que trará a segurança jurídica necessária para o ramo.
Em São Paulo, estou empenhado junto a OCESP (Organização das Cooperativas Paulistas) e a Frencoop Estadual, em reverter o Decreto Nº 55.938/2010, do Governo Estadual, que restringe a participação de cooperativas em licitações, a partir da recomendação do Tribunal de Contas do Estado.
Esta semana, inclusive, representantes da Frencoop e da OCESP terão uma reunião com o Chefe da Casa Civil, Luiz Antonio Guimarães Marrey, no sentido de revertermos esse decreto que traz insegurança e acaba por enfraquecer todo o setor.
No ramo crédito, conseguimos aprovar a Lei 11.524/07, que deu acesso as cooperativas de crédito aos benefícios do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo - Sescoop, potencializando assim o processo de formação, qualificação e profissionalização de dirigentes, colaboradores e associados das cooperativas de crédito.
Também trabalhei ativamente para aprovar a Lei 11.718/08 que proporcionou a adequação dos planos de segurança para as cooperativas conforme seu porte, proporcionando segurança ajustada e compatível com a realidade de cada cooperativa.
E mais importante, pudemos comemorar a aprovação da Lei 130/09, da qual foi inclusive relator na Câmara dos Deputados, que regulamentou o artigo 192 da Constituição Federal, no que tange o cooperativismo de crédito e consagrou a atuação, relevância e importância do Sistema Nacional de Cooperativismo de Crédito dentro do Sistema Financeiro Nacional, promovendo avanços e inovações na legislação a fim de potencializar a participação do cooperativismo no mercado financeiro.
Diante deste retrospecto, o sentimento de dever cumprido serve como mola propulsora para os desafios que ainda estão por vir. Desde 1844, o movimento cooperativista se dissemina pelo mundo. Lutar por um marco regulatório capaz de contemplar todas as especificidades do cooperativismo pode simbolizar “um divisor de águas”, no sentido de impulsionar sua regulamentação e, consequentemente, o seu crescimento em todo o País.
Deputado Arnaldo Jardim (PPS-SP) – Diretor da Frencoop – Frente Parlamentar pelo Cooperativismo.
arnaldojardim@arnaldojardim.com.br
www.arnaldojardim.com.br
http://twitter.com/ArnaldoJardim
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Manual do Cooperado

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